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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Mitos e factos IV - Risco familiar

Hoje, a Laço vai dar continuidade à publicação de conteúdos que permitem informar e esclarecer as mulheres portuguesas sobre temas importantes na prevenção do cancro da mama.

Mito: Tenho um risco elevado de desenvolver cancro da mama pois existe um caso de cancro da mama na familia

Facto: O cancro da mama é o mais comum nas mulheres, em Portugal. No entanto o facto de ter algum parente com a doença não significa necessariamente que tenha maior probabilidade de o desenvolver. A maior parte dos cancros da mama não se devem a factores genéticos e não afectam o risco de outros parentes.
 
 
 
História familiar significativa
 
A história familiar visa detectar as doenças passadas e presentes dos seus parentes consanguíneos (os que se relacionam consigo por nascimento e não por casamento) através de várias gerações. Ao fazer uma análise à sua história familiar, a sua família materna e paterna deve ser separada.

A história familiar pode ser descrita como significativa apenas quando há, no mesmo lado da família:
  • Dois ou mais parentes próximos que tenham tido cancro da mama
  • Um ou mais parentes próximos que tenham tido cancro da mama antes dos 40 anos de idade
  • Parentes próximos que tiveram cancro da mama e outros que tenham tido cancro do ovário
  • Um parente próximo que tenha tido cancro da mama em ambas as mamas (bilateral) ou que tenha tido cancro da mama e do ovário.Um parente masculino que tenha tido cancro da mama.
  • Uma etnia onde os genes defeituosos do cancro da mama são mais comuns – por exemplo, pessoas com ascendência Judaica de Ashkenazi.
 Avaliar o risco familiar de cancro da mama
 
 Se está preocupada com o seu risco, o primeiro passo a dar é falar sobre o assunto com um profissional de saúde.
 
Se a história familiar sugere que está em risco moderado ou alto, ou se outro membro da família já fez avaliação do risco, é provável que seja encaminhada para a clínica da mama ou genética. Aqui, serão realizadas mais avaliações da história familiar e ser-lhe-á dado aconselhamento especializado, incluindo analisar todas as formas de ajudá-la a gerir o seu risco.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Mitos e factos III

Hoje, voltamos a um tema que, entre outros,  mais procura e interesse tem suscitado aos nossos seguidores...os factos por detrás dos mitos.
 
Mito: Um traumatismo na mama pode causar cancro.
 
Facto: Não há evidências que liguem um trauma ou lesão na mama ao risco de cancro de mama.
 
Mito: Tintas para o cabelo aumentam risco de cancro da mama.
 
Facto: Os estudos coorte têm mostrado que o uso de corantes capilares permanentes não está relacionado ao risco de cancro da mama.
 
 
 
Mito: Só as mulheres têm cancro da mama.

Facto: Os homens também podem ter cancro da mama ainda que seja raro.

Se tiver alguma dúvida sobre um possível factor associado ao aparecimento de cancro da mama, não hesite em contactar a Laço.



sexta-feira, 1 de julho de 2011

Cancro da Mama - Mitos e factos I

A Laço, em post's anteriores tem vindo a divulgar, com base nos lemas "Tome conta se si" e "Esteja alerta à mama", hábitos de vida saudáveis e situações de alerta que podem ajudar na prevenção e detecção precoce do Cancro da Mama.

Consideramos que estas informações são muito importantes e devem estar presentes no nosso dia-a-dia.

Mas tão importante como saber os factos, é conhecer os mitos, ou seja, as informações que de alguma forma chegam até nós mas que não correspondem à verdade e não têm qualquer fundamento científico. Por isso, a partir de hoje iremos dedicar alguns post's  a esta desmistificação sobre o Cancro da Mama.

Mito n.º 1
Os antitranspirantes provocam cancro da mama



Este boato tem sido amplamente divulgado (em grande parte através de e-mail). A mensagem geralmente informa que os antitranspirantes bem como a "água e o sabão" impedem o corpo de purgar toxinas perigosas e que determinadas toxinas ficam presos dentro do corpo. Estas toxinas, de acordo com o rumor, são depositados nos gânglios linfáticos debaixo dos braços, levando a mutações celulares e ao desenvolvimento do cancro da mama.

Este mito não tem qualquer fundamento científico. Todos os estudos realizados não encontraram qualquer  associação entre o uso de antitranspirantes ou desodorizantes e o cancro da mama.

Continue a seguir o "dia-a-dia" da Laço ...